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26/04/2016 / Giuliana

Vazio.

Quem já perdeu um sonho aqui?

 

 

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31/03/2015 / Giuliana

“Eu leio, eu viajo, eu me torno”

  

03/08/2014 / Giuliana

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23/07/2014 / Giuliana

I blame Mr. Darcy (ode ao mulherzismo)

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Toda garota já passou por essa fase: chegar em casa com o cabelo cheio de cola e chorar pra mãe “mamãããe, o fulano sentou atrás de mim e passou cola no meu cabeeeeelo”, e a mãe vai lá e diz a clássica frase “ah querida, é porque ele gosta de você!”. Doce ilusão.

Vocês se perguntam de onde as mães tiram essas mirabolâncias de que quando um garoto gosta de você ele te trata mal. Pois bem, temos um clássico exemplo no clássico livro da neoclássica Jane Austen: Mr. Darcy, cheio de preconceito, pisa na pobre Lizzie Bennet por umas 200 páginas, até chegar na parte em que ele sente tanta agonia por amá-la a ponto de se declarar e passar por bobão, porque nesse momento é Lizzie quem está cheia de preconceito. Umas 100 páginas depois eles conseguem sincronizar os gênios e vivem felizes para sempre (quem nunca). Mas eu culpo Mr. Darcy por elevar minhas expectativas.

“Toda garota sonha com um conto de fadas” NÃO!!! Toda garota sonha com um cara que a trate como uma princesa!!! Os príncipes de contos de fadas são abitolados, pomposos, na linguagem popular: METIDOS. Quem aguentaria um cara que usa mais gel no cabelo e tem dentes mais brancos que os seus?? E essa história de chegar em um cavalo branco, nada mais macho que um cavalo branco… 

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O que queremos não é um príncipe fortão e cheio de coragem para nos salvar do perigo, afinal, não somos mais donzelas trancafiadas em castelos que preciiiiiisam ser salvas. Nós queremos um Mr. Darcy, que tenha coragem de nos considerar “meramente toleráveis”, que tenha coragem de julgar nossas ações e nossa família, mas que também tenha decência para nos conhecer melhor e se reavaliar, que tenha a bondade de nos convidar para dançar, nos escreva cartas explicando mal entendidos, nos ajude a subir em nossas carruagens e corra por um campo molhado de orvalho no começo da manhã apenas para dizer “you have bewitched my heart and soul and I love…. I love…. I love you”. Queremos um cara com opinião, um cara que saiba o que quer, um cara que mesmo sendo solteiro, rico e bem apessoado, não tira proveito disso para ser “mulherengo”. Queremos um cara que aprecie nossas qualidades, que note que somos inteligentes, que lemos bons livros, que ouvimos boa música, sabemos apreciar uma boa culinária, ou qualquer outra coisa admirável que possamos fazer. 

Estamos sempre sob a pressão da sociedade e suas regras: não coma com a boca aberta, não sente com as pernas abertas, não arrote, cuide quando for usar uma saia, depile as pernas, mantenha as unhas limpas, seja delicada. Muitas de nós decidem criar suas próprias regras, e se tornam as famosas “feministas” que não fazem sobrancelha, não se depilam (não são nem um pouquinho delicadas) e não tem tempo para filhos ou família. Mas muitas de nós decidem ser as “modeletes” de mulherzinha da sociedade, e não é por isso que merecemos ser menos amadas ou admiradas. 

Hoje em dia, as “Lizzies” são minoria. Elas não estão nos bailes funk, nos carnavais, nas baladas, nas bebedeiras. Elas estão em casa assistindo Downton Abbey e chorando com seus lencinhos, lendo Adoráveis Mulheres e (também) chorando com seus lencinhos, talvez ouvindo uma bossa nova (sem lencinhos), ou até mesmo cozinhando, mas elas estão lá, se enchendo de cultura, se preparando para serem boas e dedicadas esposas para seus Mrs. Darcys, mas também estão atrás do seu futuro, estão nas faculdades e nas escolas, buscando se destacar em uma profissão com sua ética e comprometimento. 

Então, até me diga que seu sonho é casar com um dos irmãos do Supernatural, com algum astro-bolha do sertanejo universitário, com um cantor infanto-juvenil da moda, ou com qualquer outro rostinho (e tanquinho) bonito pela TV a fora, eu respeito teu sonho! Mas eu estarei aqui, sonhando com um dia onde uma mulher seja valorizada por suas qualidades interiores de mulher, não suas “curvas de mulher”. Aguardarei pacientemente, sentada em meu sofá, bebericando meu chá com mel, assistindo Orgulho e Preconceito abraçada com meu próprio Mr. Darcy.

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A Miss Bennet, a Miss Bennet, a Miss Bennet, a Miss Bennet, a Miss Bennet and a Mrs. Bennet, Sir.

 

 

07/05/2012 / Giuliana

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06/05/2012 / Giuliana

06/05/2012 / Giuliana

Let me get what I want, this time.

Não é nenhuma novidade essa minha ansiedade. Estou muito bem acostumada a ver o mundo de cima das nuvens, pois é lá que eu mantenho os meus pés. Se é uma coisa ruim? Na verdade, não é tanto. Torna todas as minhas emoções mais intensas e me dá uma coragem extremamente fora dos padrões normais. Não tive muitas experiências boas com isso ultimamente, não tenho lindas histórias de amor com finais felizes para contar, não sou o melhor exemplo de conduta emocional que existe, mas posso afirmar com toda a certeza que essa minha “avoação” já me rendeu muitos resultados positivos aleatórios, que na soma se tornam algo muito bom.

Não gosto de pensar nos casos isolados, tento não prender muito tempo a um sentimento só. Quando preciso sofrer, sofro. Aprendo com isso, levo algo de bom e sigo em frente, sem olhar pra trás (muitas vezes). Sou péssima em praticar o desapego, pois minha intensidade faz tudo ser mais difícil, mas eu juro que tento. Não é uma tarefa fácil controlar sentimentos e emoções que se espalham pelo ar como moléculas de água em estado gasoso, é quase como “tentar pegar fumaça com as mãos”, mas não é preciso controlá-los se podes aprender a conviver com eles. Aprendi a segui-los, sem contrariá-los. Se eles querem correr e se atirar com toda sua velocidade em um precipício, eu tenho a plena certeza de que será doloroso, mas valerá a tentativa e os 20 segundos de vento soprando no rosto e uma liberdade quase infinita. Pode parecer loucura, mas trás resultados tão bons quanto passar a vida inteira tentando controlar sentimentos que são estritamente incontroláveis, são instintos.

Aprendi a lidar com os monstros dentro de mim, deixando que eles escolham o caminho que querem seguir e simplesmente os guiando até lá. Ganhei em troca algumas experiências que não seriam possíveis sem a impulsividade e a coragem sem limites, além de poder respirar ar fundo sem sentir o peso da tristeza me prendendo ao chão. Abri meus braços e deixei minha vida fluir, me levar para onde ela quiser.

No regrets, afinal, como disse um dia meu Mestre, Rodrigo Tavares, “Todo mundo me mandava caminhar quando eu queria correr.” Não quero mais caminhar, quero correr, e vou correr.