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06/05/2012 / Giuliana

Let me get what I want, this time.

Não é nenhuma novidade essa minha ansiedade. Estou muito bem acostumada a ver o mundo de cima das nuvens, pois é lá que eu mantenho os meus pés. Se é uma coisa ruim? Na verdade, não é tanto. Torna todas as minhas emoções mais intensas e me dá uma coragem extremamente fora dos padrões normais. Não tive muitas experiências boas com isso ultimamente, não tenho lindas histórias de amor com finais felizes para contar, não sou o melhor exemplo de conduta emocional que existe, mas posso afirmar com toda a certeza que essa minha “avoação” já me rendeu muitos resultados positivos aleatórios, que na soma se tornam algo muito bom.

Não gosto de pensar nos casos isolados, tento não prender muito tempo a um sentimento só. Quando preciso sofrer, sofro. Aprendo com isso, levo algo de bom e sigo em frente, sem olhar pra trás (muitas vezes). Sou péssima em praticar o desapego, pois minha intensidade faz tudo ser mais difícil, mas eu juro que tento. Não é uma tarefa fácil controlar sentimentos e emoções que se espalham pelo ar como moléculas de água em estado gasoso, é quase como “tentar pegar fumaça com as mãos”, mas não é preciso controlá-los se podes aprender a conviver com eles. Aprendi a segui-los, sem contrariá-los. Se eles querem correr e se atirar com toda sua velocidade em um precipício, eu tenho a plena certeza de que será doloroso, mas valerá a tentativa e os 20 segundos de vento soprando no rosto e uma liberdade quase infinita. Pode parecer loucura, mas trás resultados tão bons quanto passar a vida inteira tentando controlar sentimentos que são estritamente incontroláveis, são instintos.

Aprendi a lidar com os monstros dentro de mim, deixando que eles escolham o caminho que querem seguir e simplesmente os guiando até lá. Ganhei em troca algumas experiências que não seriam possíveis sem a impulsividade e a coragem sem limites, além de poder respirar ar fundo sem sentir o peso da tristeza me prendendo ao chão. Abri meus braços e deixei minha vida fluir, me levar para onde ela quiser.

No regrets, afinal, como disse um dia meu Mestre, Rodrigo Tavares, “Todo mundo me mandava caminhar quando eu queria correr.” Não quero mais caminhar, quero correr, e vou correr.

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One Comment

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  1. Que lindo sis. )’:

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